Transcender

Acho que toda vez que faz bem alguma coisa você merece ser lembrado pelo feito. Nem sempre isso acontece ou talvez na maioria das vezes isso não aconteça. Mas realmente é muito bacana quando alguém em algum lugar remoto lembrou que você faz muito bem qualquer coisa. É algo gratificante que nutre o seu ego vazio e alimenta o seu desejo de querer fazer outras coisas ainda mais legais. Ou talvez sirva apenas para deixar você “se achando”, mas aí é a consciência de cada um que manda. Nessa linha de raciocínio resolvi citar alguns nomes de pessoas que transcenderam suas profissões apesar do pouquíssimo espaço nos holofotes entre uma matéria escandalosa da Britney Spears e Paris Hilton (que aliás, não faz nada, mas todo mundo conhece pelo talento de meter a boca, digo, o dedo, digo, estar no lugar errado fazendo alguma coisa errada). Bom, vamos falar de alguns e se possível era de bom grado se os pouquíssimos leitores ajudarem a completar ou aumentar.

 

Começarei pelo Rui Chapéu. Meu, ele é apenas um jogador de sinuca. Mas todo mundo conhece esse cara. Em algum momento da sua vida, alguém comentou brincando: “Pó, tá jogando muito hoje hein, tá parecendo o Rui Chapéu”.

 

A seguir temos o homem que pega numa vara gigante, tem gay no nome e quer ser e ainda assim a turma respeita: Sergei Bubka. Ainda nos esportes pouco conhecidos temos Tiger Woods, que talvez você nem saiba o que faz, mas sabe que ele é bom pra burro nisso e já que é pra se perder no meio de personalidades obscuras porque não lembrar de Hulk Hogan, o loirão lutador de luta livre. Nessa linha ainda temos Mike Tyson, que hoje é até adjetivo em certas instâncias. E se é pra ser violento, foda-se o primeiro nome, mas se o sobrenome for Gracie é melhor ficar esperto. Pra quebrar o foco e mudar o rumo para as artes vamos aqui lembrar do Maestro Zubin Meta, do Artista Plástico Picasso e do Tenor Luciano Pavarotti. Engraçado não? Como a gente pensa em algumas coisas e logo vem uma personalidade à cabeça. Por exemplo: pensou anão? Pensou Nelson Ned. E se você quiser dançar bem, ninguém melhor que Carlinhos de Jesus pra ensinar. Se quiser um médico especialista em tudo, ligue para o indefectível Dr. Dráuzio Varela. Depois de examinada a cabeça e o corpo, nada melhor que uma partidinha com Gasparov, que se a sua cabeça não ta lembrando dele, vai relembrar ao menos do cara que derrotou aquele tal supercomputador no xadrez. E se você gosta de ver filmes, pegue um com a Cicciolina, que querem vocês queiram ou não é a mais famosa atriz pornô de todos os tempos. No mundo animal alguns não poderiam faltar como a Lassie, a Macaca Chita e o Golfinho Flipper. Dois bandidões inesquecíveis: Lampião e Pablo Escobar. E um cabeleireiro que todo mundo só ouviu falar mas nem sabe quem é: o tal Jassa que cuida do cabelo do Silvio Santos. Pra finalizar, seria bem melhor se o Professor Pasquale estivesse aqui para corrigir este texto.

 

*a Pri ajudou nesse texto lembrando de alguns memoráveis personagens



Escrito por Flex às 23h01
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O fim do mito

Aconteceu uma coisa muito interessante comigo hoje. Tava me inteirando dos assuntos mais comuns acontecidos nas últimas semanas lendo a VEJA e eis que me deparei na minha primeira com um dos assuntos pelo qual eu fui mais criticado por pelo menos 10 anos, ou seja, desde que comecei a pensar como gente. Na verdade o que eu acho mesmo, é que antes eu andava com a turma errada. Enfim, o assunto em questão era o então intocável, aclamado protagonista de camisetas e bandeiras que provavelmente alguém teve, viu alguém que tem ou ainda terá: Ernesto Guevara Lynch de la Serna ou apenas Che Guevara. Bom, quero começar dizendo que ele é argentino e só por aí eu poderia terminar o texto sem precisar tecer mais nenhum comentário. Brincadeiras a parte sobre o meu sentimento pelos hermanos, o Che para mim sempre pareceu aquilo que agora a mídia resolveu dizer: uma grande merda que cheirava perfume francês.

 

Na matéria de VEJA, explicam-se os devidos fatos que tornaram o carrasco assassino, que tem mais de 45 mortes diretas no currículo (outras tantas ele apenas mandou, e as ordens foram executadas no seu campo de extermínio em La Cabaña) em mito.

Triste também é ver como as pessoas podem ser ludibriadas pela formação de um grande lutador a partir de um mero homem descontente e fracassado. Sim, fracassado, porque em nada Che obteve sucesso. E assim me parece ainda injusto e ridículo ele fazer parte como símbolo da luta social quando ele mesmo matava sem dó aqueles que então faziam frente ao governo de seu grande amigo: Fidel Castro, na época em que era Ministro das Indústrias em Cuba. Um Ministro que nada entendia de economia e que nesse aspecto lembra vagamente certo presidente que me enganou por algum tempo. Infelizmente, tenho que admitir um certa felicidade na desconstrução de Che. Primeiro, porque ele sempre foi tratado muito romanticamente, com frases atribuídas sobre sua luta pessoal e que na verdade a única coisa em que pensava era em como e quando matar sua próxima vítima sem se importar se ela seria cubana, boliviana ou até do distante Congo, onde Che foi procurar uma guerra para apaziguar seu desejo de sangue, enfurnado num lugar onde ele não deveria estar e que nem ao menos a língua sabia falar. A única coisa que eu errei foi ter dito que Che era mercenário. O que de fato ele não era. Che não lutava por dinheiro. Nem por qualquer centavo minguado que lhe ofereciam. Che lutava por sangue. Lutava porque não sabia viver em paz. Precisava de guerra para viver, para se fortalecer. Che era um homem ruim. Malvado até o último fio de cabelo. O único momento de paz que teve foi no filme andando de motocicleta. Tomara que nossos filhos e os filhos de nossos filhos não cometam os mesmos erros que nós. E busquem seus heróis em outros lugares bem longe das guerras. Por nelas, não existem heróis de fato. Apenas mitos.

 

Por favor leiam a matéria de capa da Revista Veja, edição 2028, ano 40, 3 de outubro de 2007.



Escrito por Flex às 18h48
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